Club de
Cascavel-União

Como atrair e fidelizar associados para um futuro mais forte

Postado em: 14 de Agosto de 2025 por Rotary Club de Cascavel-União

Julio Cesar:

Em um mundo que muda rapidamente, o Rotary enfrenta um desafio crucial: não apenas atrair novos associados, mas mantê-los engajados. Na reunião desta quinta-feira (14) do Rotary Club de Cascavel-União, Julio Cesar Bresolin, membro do DQAR do Distrito 4640, trouxe reflexões valiosas sobre como os clubes podem crescer de forma sustentável, destacando que um associado verdadeiramente comprometido é a maior riqueza que uma organização pode ter.

A chave, segundo Bresolin, está em entender que o processo não começa e termina na atração do novo membro. É preciso criar um ambiente onde as pessoas queiram permanecer. E isso exige clareza: novos membros precisam saber desde o primeiro contato o que é o Rotary, quais os benefícios de participar e, principalmente, como o clube transforma realidades sociais. Muitas vezes, os clubes falham justamente aqui - em comunicar seu impacto. "Temos de mostrar qual é a diferença que a gente faz na sociedade", disse o palestrante.

Um dado preocupante revela que, entre um e três anos após a admissão, muitos associados deixam os clubes. As razões vão desde a falta de projetos significativos até lideranças que não conseguem engajar. Reuniões monótonas, oradores irrelevantes e a sensação de exclusão – especialmente em "panelinhas" – afastam até os mais entusiasmados.

Em contrapartida, o que mantém as pessoas nos clubes são amizade, aprendizado constante e a oportunidade de ver seu trabalho gerando mudanças reais.

A diversidade também é um ponto crítico. Segundo Julio Cesar, há apenas 30% de mulheres nos quadros e pouca representatividade de jovens. "Precisamos destruir todo e qualquer tipo de preconceito", defende Bresolin. A diversidade, defende, proporciona novas ideias.

Todos que vejam potencial querem se juntar a nós. Portanto, precisamos fazer o possível para tornar nossos clubes apoiadores e envolventes.

 

Reter ou fidelizar?

Para Julio Cesar, quando precisamos “reter” alguém, é porque ele já decidiu sair. “Precisamos mudar um pouquinho o pensamento. Não vamos mais reter, vamos fidelizar, vamos tornar as pessoas fiéis, comprometidas aos nossos clubes. O processo de fidelizar começa pelo processo de engajar. Para engajar os nossos companheiros, precisamos estar atentos à forma como conduzimos o processo de engajamento”.

Fidelizar, portanto, exige mais do que discursos. É preciso ação. Julio Cesar ressaltou a importância de inserir os associados em projetos, para mostrar a eles seu valor dentro do grupo.

Bresolin finalizou a palestra com um chamado à coragem: é preciso evolucionar e revolucionar. “Nós precisamos evoluir sempre. Se nós conseguirmos evoluir a cada dia, seguramente seremos pessoas melhores, teremos clubes melhores, faremos um Rotary melhor. Agora, talvez, em algum momento, a gente precise ser revolucionário. Se for necessário, se nós tivermos que fazer algo que seja diferente, impactante, revolucionário, para que isso traga saúde para os nossos clubes, que a gente cresça como Rotary, temos que fazer também”, concluiu.

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