Club de
Cascavel-União

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Artigo: Onde entramos em ação dentro da nossa estrutura?

A estrutura do Rotary é incorporada a muitas tarefas em suas diferentes atribuições nós já sabemos (e gostamos), afinal somos uma organização centenária que exige ritos para que a roda gire ano após ano. Como filho de rotarianos (que se conheceram no Rotaract), pude participar de muitas transmissões de cargos e posses em muitos clubes e distritos Brasil afora, e percebi a diferença nominal de um para outro, sem contar que algumas funções eram trienais e bienais, ao invés de anuais, fora os neologismos. Brinco que é análogo ao uso da crase e dos porquês em nossa complexa língua portuguesa ou até da imunologia, afinal IL, TNF/a, CD-4, NK-C, IFN-g, TGF-b, poderiam tranquilamente serem misturadas à TRF, DRI, GD, DQA, CRFR, CRIP, E/MGA, CQAR, que passariam despercebidas por muitos companheiros.   O Regimento Interno do Rotary International é muito claro quando falamos de Administradores. Não vou tratar aqui de Diretoria, afinal não é o melhor termo, o correto é Conselho Diretor; foge-se a regra o nosso Conselho de Curadores, exclusivamente utilizado aos Trustees. Vejamos: Comissão: todo e qualquer grupo de companheiros, de um clube à nossa sede em Evanston, chama-se Comissão. O responsável dessa comissão chama-se presidente e seus membros, adivinhem? Membros.  Exemplos em todos os cenários: presidente da Comissão da Fundação Rotária do Rotary Club de São Paulo; presidente da Comissão Distrital do Desenvolvimento do Quadro Associativo do Distrito 4510; membro da Comissão de Auditoria do Rotary International; membro da Comissão de Gestão Responsável do Conselho de Curadores da Fundação Rotária do Rotary International.   Faço aqui uma honrosa menção à Comitês. No RI e na Fundação Rotária (alguns inclusive são até simultâneos e servem tanto à um como à outra - os joints committees) temos um carinhoso costume em chamar Comissões de Comitês, e seus responsáveis de Chairs, muito pela tradição e principalmente pela tradução, já que Committee é tanto para Comissão quanto para Comitê. Para Subcomissões o fluxograma é o mesmo.    Coordenação: fazem parte de uma coordenação exclusivamente aqueles que representam uma zona e/ou região (não distritos*) através do Quadro Associativo do Rotary, da Fundação Rotária, da Imagem Pública e da End Polio Now. Aqui também estão os responsáveis pelas Doações Extraordinárias/Fundo de Dotação (E/MGA, do inglês Endowment Major Gifts Advisors), que diferente dos seus companheiros responsáveis por uma Coordenação, que são chamados de Coordenadores, estes são chamados de Consultores. Seus membros aqui são chamados de Assistentes. Todos têm mandato de 3 anos rotários.   O asterisco ali destacado vai para os Coordenadores Distritais da Sociedade Paul Harris, os únicos coordenadores regimentalmente em um distrito. Os Governadores receberam em julho de 2013 uma carta informando sobre essa nova função, ainda chamada de Coordenador, neste caso distrital. Alguns distritos também têm recentemente utilizado o termo Coordenador Distrital para aqueles responsáveis pela Sociedade Polio Plus.   Conselho/Colégio: é um grupo de ex-Governadores de Distrito, ex-Diretores ou Ex-presidentes que é composto por rotarianos que analisam assuntos submetidos à sua atenção, geralmente por quem ocupa a função no momento, encaminhando a este as recomendações necessárias.  No RI temos ainda os Conselhos Consultivos, nomeados pelo Presidente e que basicamente atuam como os Comitês, enviando opiniões ao Board através de suas reuniões, sempre acompanhados de um Diretor e/ou Curador de ligação.  É importante não confundir os Conselhos Consultivos com os Conselhos de Legislação (que acontecem de 3 em 3 anos) e de Resolução (anual), estes são deliberativos.     Organização Multidistrital (MDIO): trata-se de uma Organização Multidistrital de Informação sobre o Rotaract ou Interact, vem do inglês Multidistrict Information Organization (MDIO). O Brasil é o único país do mundo a ter duas (MDIOs Rotaract Brasil e Interact Brasil), praticamente há 30 anos. São compostas por interactianos, rotaractianos e até rotarianos que tratam de assuntos nacionais, como seminários de capacitação aos Representantes Distritais, concursos de projetos, oratória, censos e as conferências multidistritais. Cabe ao secretário-geral do RI abrir ou fechar uma MDIO e os distritos são filiados (ou não) à essas.      Bem, estrutura comentada, vamos agora para quem realmente entra em ação: nós! Nossos líderes têm todas as qualidades que tornam nossos associados extraordinários: integridade, conhecimento e compromisso com o servir. Então, quem é quem?   Presidente: não tem segredo, tanto para presidência de clube, de comissão, de comissão de Conselho Diretor e/ou Curador ou mesmo do Rotary International.   Diretor: no exercício da função só existe 1 no Brasil, nosso Diretor do Rotary International das Zonas 23 e 24 em 2025-27, César Luís Scherer, e no mundo outros 17 (cada um representando seu território), além do presidente e presidente-eleito do RI, que obrigatoriamente são ex-diretores, e do secretário-geral (CEO). O vice-presidente e o tesoureiro do RI são diretores em seu 2º e último ano de mandato de Board. Mas, na prática, vemos ainda muitos clubes chamando os responsáveis por comissões de diretores… quantas vezes não escutamos “Diretor de Imagem Pública”? Calma, até que existe, mas em outro contexto.   Curador: é aquele rotariano que representa a Fundação Rotária, não um território, e prestam relevantes serviços por 4 anos. Na Fundação Rotária também há um presidente, neste caso o chamamos de Chair do Conselho de Curadores, que por tradição são ex-presidentes do RI, salvo raras exceções. São 15 no mundo, além do secretário-geral, e a maioria deles são ex-diretores do RI. É regimentalmente obrigatório que haja pelo menos 3 ex-presidentes do RI no Conselho de Curadores e muitos até já serviram como curadores antes. Aqui, o chair, chair-eleito e vice-chair são curadores em mandato atual, diferente do que acontece no Conselho de Diretores.    Aqui cabe falar do responsável pela ABTRF (Associação Brasileira da The Rotary Foundation), que é chamado de Presidente e compõe essa estrutura da Fundação Rotária como Associação filiada, muito bem regida pelo meu amigo e ex-governador Cláudio Takata. A ABTRF também é orientada por um Curador de ligação.   Coordenador: como comentei acima sobre coordenação, os coordenadores formam um grupo de líderes regionais da Fundação Rotária (CRFRs), do Quadro Associativo (CQARs), da Imagem Pública (CIPRs), de Doações Extraordinárias/Fundo de Dotação (E/MGAs) e End Polio Now (EPNCs).    No Brasil temos duas Regiões, 29 e 31, que correspondem às Zonas 23-A, 24-A e 24-B (ou simplesmente 23 e 24). Por curiosidade, a Região 30 corresponde à Zona 23-B, dos nossos companheiros de fala hispânica na América do Sul. Estes rotarianos usam seus conhecimentos e experiências para fortalecer a apoiar os clubes e distritos, dar mais enfoque e expansão aos serviços humanitários e aumentar a projeção da imagem pública da organização. Há 39 equipes de líderes regionais no mundo. Cada uma é liderada por um diretor do RI com apoio de um curador de ligação para os assuntos relacionados à Fundação Rotária.      Facilitadores de Aprendizagem: também temos em clube, distrito (os antigos Instrutores distritais), zona e da Assembleia Internacional (estes, antigamente chamados de training leader).      Cabe aqui uma outra menção importante: aos responsáveis por um Instituto Zonal do Rotary, indicados pelo Diretor do RI, que é o convocador do evento. Esses companheiros de suma importância são também chamados de Coordenador e por vezes Chair também, espelho do que vemos em outros Institutos ao redor do mundo rotário. Se você chegou até aqui na leitura, vale sua inscrição para o Instituto Rotary do Brasil de 2026 no Recife, muito bem liderado pelos nossos amigos: Chair Leandro Araújo e Diretor do RI e convocador do evento Luis César Scherer.   Governador: os GDs cumprem mandato de um ano. O candidato ao cargo de governador deve estar no Rotary há pelo menos sete anos e ter atuado como presidente de clube.   Representante: geralmente utilizado ao RDR (do Rotaract) ou RDI (do Interact), mas também cabe ao representante de um Distrito no Conselho de Legislação e Resolução (antigamente chamado de delegado) que será responsável por decidir os novos rumos da nossa organização.    Ligação/Liaison: é um termo mais utilizado em âmbito internacional, já que todos os Comitês, sejam do RI ou da Fundação Rotária, tem um Diretor e/ou Curador de Ligação (as vezes sendo até o próprio Presidente do RI) com seus respectivos Conselhos. As Coordenações Regionais também têm sido estimuladas a nomearem um rotaractiano ou almuni para servir como Coordenador de Ligação ao Rotaract, principalmente nos países onde há uma OMIR, como no Brasil.     Cadre: vem do francês “quadro”, não é uma sigla, mas sim uma rede de rotarianos que trabalham para aumentar o impacto de projetos financiados pela Fundação. Usam conhecimentos profissionais e técnicos nas áreas de enfoque do Rotary e em auditoria financeira para ajudar os associados a planejar projetos, enviar pedidos de subsídios mais fortes e implementar atividades eficazes de monitoramento e avaliação.     Staff: fazem parte do executivo do Rotary como um time de especialistas, respondendo diariamente pelos escritórios ao redor do mundo ou nos nossos headquarters em Evanston, que fica a 30 km de Chicago, no estado de Illinois, EUA. Temos rotarianos e não-rotarianos nesses times. Aqui sim temos os Diretores de Comunicação e Design, Pólio, do DQA, do RH, da Imprensa/Newsletters, do Jurídico, Financeiro, etc, já que cuidam dos nossos Departamentos internos com técnica. Todos esses escritórios além da sede (no Brasil, Europa/África, Japão, Coreia, Sul da Ásia, Pacífico Sul e Filipinas) respondem ao Secretário-Geral e cada um tem seu Gerente, que no Brasil é o nosso querido e competente amigo Edilson Gushiken, do RIBO. Os Rotary Clubs na Grã-Bretanha e Irlanda do Norte são exceção por serem atendidos diretamente pelo RIBI.   Podemos concluir que a recente mudança de nomenclatura para Coordenador do Quadro Associativo do Rotary (CQAR) reforça o compromisso da organização com a clareza e a valorização das funções exercidas por seus líderes. Em meio à complexidade e tradição da estrutura rotária, essa atualização reflete um esforço contínuo de alinhamento institucional e reconhecimento dos que impulsionam o crescimento do Rotary. No fim, mais do que títulos, são as pessoas – com sua dedicação, conhecimento e espírito de servir – que fazem a diferença e mantêm essa engrenagem centenária em constante movimento e ser sempre Unida Para Fazer o Bem.   O autor é Pedro Casadei, Médico e Pesquisador, Coordenador Assistente do Quadro Associativo em 2022-25 e da Imagem Pública em 2025-28 da Região 31 do Rotary International; Fundador do Conselho Consultivo da Juventude do Rotary International em 2022-23; Presidente da MDIO Interact Brasil em 2015-16; Intercambista do Rotary em Istambul, Turquia, em 2013-14

Postado em 01 de Outubro de 2025

Mensagem do Diretor do Rotary International 2025-27 - Outubro/2025

Desenvolvimento Econômico e como meio de Inclusão Social O calendário rotário orienta clubes e distritos a concentrarem esforços em áreas prioritárias. Em outubro, o foco é no Desenvolvimento Econômico e Comunitário, essencial para a inclusão social, pois cria oportunidades que permitem que indivíduos e comunidades superem a pobreza. Nesse sentido queremos deixar nossa contribuição para os clubes e distritos, desenvolverem projetos para que comunidades e pessoas a alcancem a inclusão social. Empoderamento Comunitário: Incentivar a autossuficiência através de programas de capacitação profissional, microcréditos e apoio ao empreendedorismo, permitindo que as pessoas gerem sua própria renda. Redução da Pobreza: Promover iniciativas que fornecem às populações vulneráveis as ferramentas necessárias para melhorar suas condições de vida, como a criação de empregos e a promoção de atividades econômicas sustentáveis. Colaboração Intersetorial: Fomentar a cooperação entre governo, setor privado e organizações não governamentais, unindo recursos e expertises para a implementação de projetos de desenvolvimento econômico bem-sucedidos. Desenvolvimento Sustentável: Priorizar projetos que consideram as necessidades locais e ambientais, contribuindo para um futuro que preserva recursos para as próximas gerações. Fortalecimento da Coesão Social: Implementar projetos que promovem a inclusão social e a construção de relacionamentos, essenciais para a união das comunidades. Educação e Capacitação: Oferecer programas de formação de habilidades que preparam os indivíduos para o mercado de trabalho, além de estimular a inovação. Promoção da Igualdade de Oportunidades: Direcionar iniciativas a grupos historicamente marginalizados, como mulheres e minorias, oferecendo recursos específicos para reduzir desigualdades sociais e econômicas e/ou complementação de renda, que promovam a inclusão social ou elevação de status social de famílias inteiras. Em suma, o desenvolvimento econômico é uma das melhores formas de inclusão social, fornecendo oportunidades e acesso a recursos. A atuação do Rotary neste campo é fundamental para o bem-estar e progresso das comunidades, reforçando sua missão de servir e promover a paz. Lembremos que estamos “Juntos para fazer o bem”, e a promoção da inclusão social é uma forma de fazer o bem, além do que, também é, promoção da paz. Rotariamente César Luís Scherer Diretor de Rotary International

Postado em 30 de Setembro de 2025

Setembro Amarelo: Como enfrentar o “Bicho de Sete Cabeças” da saúde mental

Na quinta-feira (18), o Rotary Club Cascavel-União teve a honra de receber a ilustre palestrante Dra. Daiana Fistarol, médica psiquiatra, para uma conversa profundamente necessária sobre Setembro Amarelo. Filha do companheiro Wilson Fistarol, do Rotary Club Cascavel Integração, a Dra. Daiana se formou pela FAG de Cascavel e se especializou em psiquiatria com residência no Hospital Padre Germano Lauk, em Foz do Iguaçu. A palestra “Possíveis caminhos para enfrentar esse bicho de sete cabeças” começou com uma analogia poderosa baseada na mitologia grega. Na história da Hidra de Lerna, Hércules teve de enfrentar um monstro de sete cabeças. A cada cabeça cortada, duas nasciam em seu lugar. A solução foi cortá-las pela raiz e cauterizar a ferida. Essa metáfora ilustra perfeitamente a luta pela saúde mental: é preciso enfrentar as dificuldades de forma correta e profunda, evitando que os problemas se multipliquem. A Dra. Daiana iniciou sua explanação lembrando a definição de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS): um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. Isso significa desenvolver habilidades, lidar com o estresse, trabalhar de forma produtiva e contribuir com a comunidade. Emoções e sentimentos: Nossos aliados, não inimigos A psiquiatra explicou a diferença técnica entre emoção (uma resposta rápida a um gatilho) e sentimento (uma elaboração mais prolongada). O mais importante, destacou, é entender que é normal sentir toda a gama de emoções, da raiva e tristeza à alegria e alívio. O problema não é sentir, mas quando essas emoções trazem repercussões negativas e prolongadas na vida. Elas são sinalizadoras importantes, um instinto de sobrevivência que nos indica quando algo não vai bem. Os seis pilares para manter a saúde mental Antes de abordar questões mais profundas, a Dra. Daiana apresentou os pilares da chamada “medicina do estilo de vida”, fundamentais para a manutenção da saúde mental: 1 - Sono de qualidade: Priorizar um descanso reparador, descobrindo a quantidade de horas ideal para acordar revigorado. 2 - Atividade Física (Terapia Corporal): Encontrar uma prática prazerosa – seja caminhada, natação ou academia – e persistir por pelo menos seis meses para criar um relacionamento saudável com o exercício. 3 - Evitar substâncias nocivas: Reduzir a exposição a toxinas, incluindo álcool em excesso, para ajudar o corpo a se desintoxicar naturalmente. 4 - Alimentação saudável: Consumir alimentos que sirvam de substrato para a produção de neurotransmissores, fundamentais para o equilíbrio mental. “Não dá para viver só de coxinha”, brincou a doutora. 5 - Relações saudáveis: Apesar dos desafios, investir em conexões sociais é vital, pois somos seres colaborativos por natureza. 6 - Manejo do estresse: Desenvolver autoconhecimento para identificar o que funciona como válvula de escape - seja arte, música, meditação, escrita ou psicoterapia.   Quando a tristeza deixa de ser normal? Reconhecendo os sinais A palestra então abordou a linha tênue entre o sofrimento natural da vida e o adoecimento mental. A Dra. Daiana alertou que a depressão, muitas vezes, não se manifesta como tristeza profunda, mas como apatia, desânimo, cansaço existencial e perda de interesse em atividades antes prazerosas. Outros sinais de alerta são: Isolamento social. Descuidado com a higiene pessoal. Alterações no apetite, peso e sono. Irritabilidade e sentimentos de inutilidade. Desesperança e pensamentos de morte.  O transtorno mental se caracteriza quando esses sintomas são intensos, duradouros e afetam várias áreas da vida (trabalho, relacionamentos, vida social).  Setembro Amarelo: Como ajudar? Cerca de 90% dos casos de suicídio estão associados a um adoecimento mental prévio e a maioria das pessoas emite sinais de alerta. A Dra. Daiana deu diretrizes importantes sobre como agir ao perceber que alguém próximo está em sofrimento: Ouça sem julgamentos: Mostre-se presente e disponível para escutar. Pergunte diretamente: Questionar sobre pensamentos suicidas não induz o ato; pelo contrário, abre espaço para a pessoa desabafar. Não guarde segredo: Conduza a pessoa a buscar ajuda profissional (médico, psicólogo, psiquiatra) e comunique um familiar. Não desafie ou minimize: Frases como “isso é frescura” são extremamente perigosas. Remova meios potencialmente letais, como armas ou medicamentos em excesso.   Tratamento e caminho de recuperação Para enfrentar o “bicho de sete cabeças” do adoecimento mental, a Dra. Daiana reforçou a importância de um tratamento multiprofissional. A combinação de psicoterapia (para identificar causas e desenvolver recursos emocionais) e medicação (que age na neuroplasticidade cerebral, facilitando a recuperação) é a mais indicada. “Os remédios, sozinhos, não resolvem, mas, em muitos casos, são necessários para que o cérebro fique ‘maleável’ o suficiente para responder à psicoterapia”, explicou. Para encerrar, a psiquiatra citou uma reflexão profunda: o suicídio é um grande engano, pois a pessoa quer, simbolicamente, “matar” uma dor interna, não a vida em si. Na cultura atual, que busca soluções imediatas, a reflexão e o autoconhecimento saíram de moda. Mas não existem atalhos! O caminho para a saúde mental é olhar para dentro, aceitar as emoções e enfrentar os problemas pela raiz, lembrando sempre da Hidra de Lerna: soluções superficiais só fazem os problemas se multiplicarem. O Rotary Club Cascavel-União agradece profundamente à Dra. Daiana Fistarol por compartilhar seu conhecimento e expertise de forma tão clara e humana, reforçando nosso compromisso com o bem-estar integral de nossa comunidade.

Postado em 18 de Setembro de 2025 por Rotary Club de Cascavel-União

Confira os destaques do DQA no Brasil em 2024-2025

Distrito 4660 conquista o Troféu Paulo Viriato Corrêa da Costa e celebra protagonismo no Rotary brasileiro   A manhã de sábado no 48º Instituto Rotary do Brasil foi marcada por emoção, reconhecimento e orgulho rotário. Durante a plenária, o Distrito 4660 (RS), sob a liderança da governadora Geisa Rodrigues Viana, conquistou o prestigiado Troféu Paulo Viriato Corrêa da Costa, honraria máxima do Quadro Associativo, após registrar o maior crescimento absoluto de associados em todo o Brasil (+241) no período de 1º de julho de 2024 a 30 de junho de 2025.      O prêmio, que leva o nome de uma das maiores referências do Rotary no país e no mundo, não simboliza apenas números, mas a força mobilizadora e o legado de compromisso com a expansão e fortalecimento da organização. Além da conquista do Troféu, o Distrito 4660 brilhou em outras categorias, alcançando também o 1º lugar em expansão de clubes (+5) e o 2º lugar no crescimento percentual (+12,8%). Os resultados consolidam a Região 31 como um polo de vitalidade e inovação dentro do Rotary brasileiro. O evento destacou ainda outros distritos de grande desempenho, como o Distrito 4760 (MG), que obteve o 2º lugar em crescimento absoluto (+221), e o Distrito 4710 (PR), que liderou em crescimento percentual com 13,26%. Já o Distrito 4640 (PR) foi reconhecido como o maior do Brasil em número de rotarianos (3.210) e clubes (107), confirmando a pujança do Paraná no cenário rotário nacional.   A plenária evidenciou o trabalho integrado das coordenações do Quadro Associativo das Regiões 29 e 31, lideradas por Anne Gomes, Vera Bertagnoli e Gedson Bersanete, que reforçaram a importância da união de esforços para que a magia pudesse acontecer. A entrega do Troféu Paulo Viriato Corrêa da Costa em Maringá não foi apenas uma premiação: foi a celebração da força do Rotary no Brasil, da dedicação dos seus líderes e da confiança renovada no futuro da instituição. Confira a celebração completa: Crescimento Absoluto O Troféu Paulo Viriato coroou o trabalho do Distrito 4660 (RS), liderado pela governadora Geisa Rodrigues Viana. 🥇 1º lugar – Distrito 4660 (RS): +241 associados (Região 31) 🥈 2º lugar – Distrito 4760 (MG): +221 associados (Região 29), governador Ronei Alves da Silva 🥉 3º lugar – Distrito 4770 (GO, MG, MT): +159 associados (Região 29), governadora Marilene G. de Rezende Expansão de Clubes O crescimento não se limitou a associados. Dois distritos dividiram o topo da premiação ao abrirem 5 novos clubes cada. 🥇 Distrito 4660 (RS) – governadora Geisa Rodrigues Viana 🥇 Distrito 4700 (RS) – governadora Ana Cristina Baggio Crescimento Percentual A força de expansão também se refletiu proporcionalmente, com resultados expressivos em diversos estados. 🥇 Distrito 4710 (PR) – governador Renato R. Egea (+13,26%) 🥈 Distrito 4660 (RS) – governadora Geisa Rodrigues Viana (+12,8%) 🥉 Distrito 4700 (RS) – governadora Ana Cristina Baggio (+8,2%) Maior Distrito do Brasil O reconhecimento final coube ao Distrito 4640 (PR), onde o nosso atual diretor César Luiz Scherer foi governador em 2009-10 e a coordenadora Anne em 2022-23, que se destacou como o maior do país em número de rotarianos (3.210), média de rotarianos por clube (30,10%) e total de clubes (107), sob a liderança do governador Luiz Carlos Alves de Oliveira. Os resultados refletem o esforço conjunto das coordenações do Quadro Associativo nas Regiões 29 e 31, sob a liderança de Anne Gomes, Vera Bertagnoli e Gedson Bersanete. A mensagem central foi clara: o crescimento não é apenas numérico, mas um símbolo do vigor e da relevância do Rotary no Brasil.   "O BRASIL FOI O ÚNICO PAÍS DO MUNDO A CRESCER E RETER +1.000 ROTARIANOS NO ÚLTIMO ANO ROTÁRIO" Brian King, Diretor Global do Quadro Associativo do Staff do Rotary International   Região 29 – Coordenação: Vera Bertagnoli Anderson Andrade Jusselino Almeida Luiz Lima Paulo Simões René R. da Cruz Sandra Gonçalves Dias Região 31 – Coordenação: Anne Gomes Anne Gomes Erlon Cimardi Israel Ody Luiz Roberto Alvim Maria Alice Bagio Pedro Casadei Renato Tavares Rosane Bortolini

Postado em 08 de Setembro de 2025

Médica alerta sobre sintomas e perigos de herpes zoster

Convidada especial da reunião ordinária desta quinta-feira (28) no Rotary Club Cascavel-União, a médica infectologista Dra. Carla Sakuma falou sobre herpes zoster, destacando os perigos do vírus que pode levar a quadros graves. Herpes zoster é uma infecção viral causada pela reativação do vírus varicela-zoster (VVZ), o mesmo vírus que causa a catapora (varicela). Segundo a médica, em crianças, o vírus tende a ser benigno sem grandes complicações. O problema é quando ocorre a reativação do vírus em adultos, especialmente após os 60 anos e pessoas imunodeprimidas, com doenças como câncer, diabetes, dentre outras. Isso porque, após a recuperação da catapora, o vírus não é eliminado do corpo. Em vez disso, ele migra para aglomerados de células nervosas próximos à medula espinhal e ao cérebro, onde entra e fica "adormecido”. Anos ou décadas depois, o vírus pode se reativar. Quando isso acontece, ele se desloca ao longo dos nervos até a pele, causando a erupção dolorosa característica de herpes zoster. Fatores de risco A reativação do vírus está fortemente ligada à queda na imunidade específica contra o VVZ. Os principais fatores de risco são: Idade: É mais comum em pessoas com mais de 50 anos e naqueles com sistema imunológico enfraquecido, pois a imunidade contra o vírus diminui com o tempo. Sistema Imunológico Comprometido: Pessoas em tratamento para câncer (quimio/radioterapia), transplantados, portadores de HIV/Aids ou em uso de medicamentos imunossupressores (como corticoides em alta dose). Estresse físico ou emocional extremo. Doenças crônicas que debilitam o organismo. Sintomas característicos A Dra. Carla apresentou imagens de pessoas com o vírus ativo, para alertar sobre os sintomas característicos de herpes zoster. Uma das curiosidades é que, geralmente, afetam apenas um lado do corpo. Além da erupção cutânea, com as chamadas vesículas (bolhas vermelhas cheias de líquido), os pacientes relatam muita dor, queimação, formigamento ou coceira em uma área específica da pele (geralmente em faixa ou banda); mal-estar, dor de cabeça, febre baixa e calafrios. As erupções costumam aparecer mais no tronco, mas também há casos de pacientes afetados no rosto, nos olhos, na boca e nos ouvidos, podendo até mesmo causar paralisia facial ou comprometer a visão. Complicações Herpes zoster pode levar a complicações sérias: Neuralgia Pós-Herpética (NPH): É a complicação mais comum. É uma dor crônica que persiste no local da erupção mesmo após a cicatrização das bolhas. A dor pode ser intensa e debilitante, durando meses ou até anos. O risco aumenta com a idade. Comprometimento Ocular (Zoster Oftálmico): Se o vírus afeta o nervo que vai para o olho, pode causar dor ocular, vermelhidão, inflamação e até levar à perda de visão permanente. Síndrome de Ramsay Hunt: Ocorre quando o zoster afeta nervos do rosto próximos ao ouvido, podendo causar paralisia facial, perda auditiva e tontura. Infecções Bacterianas da Pele: Nas bolhas rompidas. Problemas Neurológicos: Encefalite (inflamação do cérebro), meningite ou paralisia motora, embora sejam raros. Tratamento Não há cura, mas o tratamento pode acelerar a recuperação e reduzir o risco de complicações. Quanto antes houver o diagnóstico e iniciar o tratamento, maiores as chances de eficácia. É importante sempre consultar um médico especialista, pois a indicação e a dosagem são personalizadas. Antivirais: Medicamentos como aciclovir, valaciclovir ou famciclovir são mais eficazes quando iniciados nas primeiras 72 horas após o aparecimento da erupção. Eles ajudam a encurtar a duração da doença e a intensidade dos sintomas. Analgésicos: Para controlar a dor, que pode variar de anti-inflamatórios comuns a medicamentos mais fortes, como opioides. Cuidados Tópicos: Compressas úmidas e frias, loções de calamina ou antitússicos tópicos podem aliviar a coceira e o desconforto. O tratamento da neuralgia pós-herpética é mais complexo e pode envolver anticonvulsivantes, antidepressivos ou adesivos anestésicos. Prevenção Vacinação: A forma mais eficaz de prevenção. Vacina contra Zoster (Shingrix ou Zostavax): Recomendada para adultos com mais de 50 anos e para aqueles com mais de 19 anos que têm imunossupressão. É altamente eficaz na prevenção de herpes zoster e, principalmente, da neuralgia pós-herpética. Vacina contra Catapora (Varicela): Evitar a infecção primária pelo VVZ também previne o zoster no futuro.   A médica Dra. Carla Sakuma concluiu a palestra reforçando a importância de procurar um médico especialista a qualquer sintoma ou suspeita do vírus, para evitar possível complicação. Quem é Dra. Carla Sakuma ? Médica infectologista no Hospital Universitario do Oeste do Paraná, no Hospital Uopeccan e no Hospital de Retaguarda de Cascavel Doutora em Medicina Interna pela UFPR Docente dos curso de Medicina da Unioeste e da Univel

Postado em 28 de Agosto de 2025 por Rotary Club de Cascavel-União

Mensagem do Diretor do Rotary International 2025-27 - Setembro/2025

Transformando vidas por meio da educação e da alfabetização Setembro é um mês especial para o Rotary International, dedicado à conscientização sobre a Educação Básica e Alfabetização. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a importância de garantir acesso à educação de qualidade, especialmente para aqueles que têm dificuldades em ler e escrever. Nosso trabalho mobiliza comunidades, instituições e pessoas para ações que transformem vidas através do conhecimento. Em todo o mundo, 775 milhões de adultos são analfabetos, o que evidencia a urgência de ações efetivas. A alfabetização vai além do ato de ler e escrever; é a porta de entrada para oportunidades e inclusão social, permitindo que crianças e adultos se tornem agentes de mudança em suas comunidades. Os clubes do Rotary promovem diversas iniciativas voltadas à educação, incluindo campanhas de conscientização, eventos educativos e doações de materiais escolares. Reconhecemos que a educação é uma ferramenta essencial para reduzir desigualdades sociais e promover o desenvolvimento sustentável. Ao investir na alfabetização, buscamos construir comunidades inclusivas, onde todos tenham a chance de aprender e contribuir. Além disso, atuamos em parceria com organizações internacionais, potencializando nosso impacto no combate ao analfabetismo. Setembro é também um momento para refletir sobre nosso papel nessa luta. Cada um pode contribuir, seja com ações voluntárias, doações ou promovendo a importância da educação. Desafiamos cada clube a identificar oportunidades em sua comunidade para criar projetos que promovam a alfabetização. Afinal, a alfabetização transforma as pessoas, que se tornam agentes de mudanças duradouras que transformam o mundo. Um grande abraço a todos. César Luís SchererDiretor de Rotary International, 2025-27  

Postado em 28 de Agosto de 2025

Reuniões Quintas-Feiras | 12:15
CASCAVEL COUNTRY CLUB,111 Cep: 85810-970